17 de mai. de 2009

Sonho vestido de realidade


ão me restou na lembrança de meninice nenhum conto de fadas detalhado. Lembro de lerem pra mim varias estórias, lembro da cor dos disquinhos e de como sentava perto da caixa de som para ouvir melhor.

A recordação me vem colorida, como um sonho vestido de realidade. Não me lembro sonhando, mas me lembro voando pela casa em tardes de brincadeira. Voava bem baixinho a ponto de tocar o chão para me impulsionar para frente. Demorou para eu entender que não voava e que esses fragmentos de memória eram na verdade sonhos. Já adulta continuei com sonhos de voar, mas dessa vez bem mais alto. Continuou também a sensação de que o mundo do “faz de conta” é muito mais interessante e que minha personalidade é muito mais apegada à imaginação do que ao mundo concreto das impossibilidades.... tenho ainda em mim esse super-poder, talvez como uma anti-heroína lutando melancolicamente com esse universo chamado REAL.


Maria Paula Magalhães, 29 anos, psicóloga.

Um comentário:

  1. Também me sinto com esse super-poder, Maria Paula... Tão bom, não é?

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