

Lembro da fábula do macaco e do boneco de piche. Aquela em que a velha doceira, para não ter seus biscoitos roubados pelo macaco, resolve fazer um moleque de piche. O bicho se aproxima e pede um doce. Como o “menino” não responde, o macaco ameaça bater nele e, todas as vezes que faz isso, fica com uma parte do corpo grudada no boneco. No final da estória, a velha dava uma surra no animal, pra ele aprender a não roubar o ganha-pão dos outros. Na hora da surra a minha tia caprichava nos detalhes, eu ria demais da conta – crueldades infantis - e, invariavelmente, pedia pra ela repetir. Tenho certeza absoluta de que muito da minha paixão pela criação de estórias vem dessa experiência aconchegante com a minha tia contadeira.
Adélia Nicolete, 44 anos, dramaturga.
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ResponderExcluirQueria só infirmar que a tia Terezinha da foto é a tia Terezinha real, da estória. Foi a Adélia que me mandou a foto da tia.
ResponderExcluirAdri, a ilustraçao ficou delicada e linda, como a minha tia... Beijos...
ResponderExcluirolá, adorei recordar o Moleque de piche !! e sem dúvida os Tesouros da Juventude beijos
ResponderExcluirolá! espero que tenha recebido a mensagem
ResponderExcluirEu tive uma tia chamada Mimi,parecia um gato de linda ,e ela possuia o Tesouro da Juventude e sentada com meias e camisola de flanelas ela me contou tantas maravilhas...Fui uma tia que deixei também na alma de minhas sobrinhas(elas só saberão disso quando eu não mais estiver neste mundo)um legado destes,e eu inventava tantas outras dignas de estarem dentro daqueles tesouros.Como é triste não ter mais tias e tios nem primos nem primas.Será que existe uma história assim ?Alguém que não tem mais ninguém?Quem souber que conte outra.POstei como anonimo pois do ouro jeito não consigo postar mas me chamo thais reder
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