22 de set de 2009

Fada abafada


fada abafada de tanto ser fada por atender aos inumeráveis pedidos de estórias de fadas, olhou-se no espelho e disse: é foda ser fada! Sou fada para todos que me pedem encantos, empurrõezinho, jeitinhos e outros que tais e madrinha para os meus diletos eleitos, mas não tenho o troco de fada alguma nem sou eleita dileta por ninguém. É tudo uma questão de interesse, necessidade e proveito próprio! Só toma lá; dá cá, nadica de nada! E olhe que sou uma fada fada porque há fada foda! A temida bruxa que desanca o candidato quando quer! Se bem que há foda fada, o que compensa de uma certa maneira os efeitos do trocadilho. Mas voltando ao meu desabafo: nem cantando um fado de fada dá para amenizar o sentimento de ser foda ser fada porque o fado de fada torna a fada enfadada, engarrafada! O jeito é fazer uma magia para rejuvenescer o espírito de fada. Que tal deixar de ser fada para me tornar uma foda de fada, assim eu vivo no gozo e na completa satisfação, mesmo nas interrompidas! Lá vai ... pirlimpimpim! E assim em lugar da fada madrinha surge a madrinha da foda de fada: a modelo deslumbrante e desabafada deslizando seu dom de fada entre os eleitos e diletos nas passarelas!

José Carlos Peliano, poeta e trocadilhista.

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