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1 de set. de 2010

Baba Yaga por Adrienne Segur







onheça o trabalho encantador de Adrienne Segur que ilustrou inúmeros contos de fadas e nossa amada Alice no País das Maravilhas AQUI

Crie uma frase para essa imagem
e mande para alicemaravilha@gmail.com


"O mundo precisa saber da nossa existência e que não somos pura fantasia." Alzira


7 de ago. de 2010

A B C da chapeuzinho





(...)





28 de jul. de 2010

4 de jul. de 2010

Era uma vez por Kiara Terra









oi terça- feira feriado, Apresentação de abertura da exposição Era uma vez. Nunca vi tanta gente junta!






A Multidão

O que se pode prever -Daquilo que agente escolhe

Convidei minha querida amiga Elenira (atriz, contadora de histórias, super grávida Linda da Dora! uma pessoa muito, muito verdadeira, que não sabem mentir e que conheço e adoro faz tempo.)


Elenira, com Dora.

E o Marko, musico e ator, que trouxe para essa pesquisa alem de uns olhos azuis de menino e muita disponibilidade para o jogo da improvisação pedais eletricos, escaleta, contra baixo e o que mais precisar....


Marko, surpreza boa !

Enfim, nós três juntos, estudamos as várias versões e leituras sobre os contos de fada e preparamos algumas instruções, para a abertura da exposição:

Instruções, imagens, contato

Queríamos contato com as pessoas antes da história, pensamos quatro instruções:

1.Em troca de um desejo inconfessável escrito pelas pessoas em um papel, entregaríamos um dom como aqueles que as fadas entregaram a Cinderela no batizado.


Um dom por um desejo inconfessável

2. Maçãs ( de dentro da cesta de maçãs saia uma música )


A música das maçãs - instruções sonoras


3. Marko tinha um sapato especial, e estava procurando alguém cujo pé coubesse ali!
Não tenho foto, pois o sapato foi dado de presente, a uma menina que estava por lá.
( dona de pés do tamanho exato!)

A Votação- Qual sua história Favorita?

4. Escolher uma história e votar com a jujuba de cor correspondente a história escolhida.

Escolha...

O risco, o tempo antes do salto , o espaço antes da palavra.

As instruções foram momentos bem próximos das pessoas, dons que caíram como uma luva, o encontro do Marko com sua Cinderela a votação.

A História escolhida pelas pessoas foi Aberta a queima roupa! Esse era o combinado. Havíamos estudado bastante. Estávamos juntos então tudo certo. Até a surpresa da quantidade gigante de pessoas por todo saguão, pais, crianças, adultos de toda idade.

De todos os lados, muito, muito perto. No alto, vendo a história dos andares de cima. O desafio era a escuta as crianças e os olhos. Olhar nos olhos daquelas pessoas.( bom de parte delas )

Senti meu corpo se erguer, se esticar crescer, não sei. Senti um medo que me pôs pra frente. Como o tempo antes do salto.

Me lembrei de minha filha grande, Luiza ( 5 anos ) que faz pouco tempo ( uns dias) descobriu que pra dar uma estrela, é preciso lançar o corpo sobre as mãos, não se pode dar uma estrela, sem jogar o corpo num impulso para cima! Ela, antes apoiava as mão no chão e tentava da estabilidade subir. Depois, percebeu que o voo só e possível se do impulso se lançar. Nesse dia, Luiza se encostou na parede, ficou quieta de olhos fechados o braço se abraçando e disse baixinho:" ai mãe que medo!" Acho que senti naquele dia, medo e um gosto muito grande pelo risco!


Eu e Luiza antes dela saber dar estrela

... Lá fomos nós Abrir João e Maria.

João e Maria caminhos marcados com pão de passarinho comer

Falamos de comida, ser comido, ter fome, ir para a floresta, deixar partir. Construimos travessias.

As crianças contribuíram em menor quantidade ( era impossível ouvir grande parte deles mas quem estava mais perto pode falar ser ouvido e surpreender a " multidão".

Lá pelas tantas Marko tocava e fazia uma movimentação muito estranha. Olhei para as pessoas e perguntei o que era aquilo?




Nós e o bicho Homem!

É o Bicho Homem! disse um menino! Sim á partir dali Marko era ele O bicho Homem com todas as possibilidades de acerto e erro, sempre o bicho Homem!

Empatia na multidão

Encontrei muitos amigos queridos fiquei imensamente feliz quando depois da história, Ana (pela qual tenho admiração enorme e que conhece bem as histórias abertas) me disse que havia uma surpreendente sensação de aconchego mesmo com uma história para aquela multidão toda. Ganhei a tarde...e um monte de sensações e paisagens novas, desse salto que foi essa história.







A história escolhida foi muito potente! Tradição oral sobrevive ao tempo e independente da versão escolhida a narrativa vem cheia de significados pra se desvelar, abrir. Foi um privilégio de ter Le e Marko abrindo a história comigo.

E a todos que estavam lá e que em maior ou menor intensidade participaram.


Nossas coisas

beijo grande

Kiara


30 de jun. de 2010

Little red



Performance poet Mandi Lowe.

29 de jun. de 2010

Este conto começa assim



ste conto começa assim: já era quase meia-noite quando Yuri finalmente chegou à casa de Baba Yaga. Era sinistra. A casa tinha pés-de-galinha e cheiro de cocô, de galinha. Claro que sua vontade era sair dali correndo, sem nem olhar para trás, e foi exatamente isso que fez logo que a velha, cheia de verruga na cara e de unhas tão compridas que tocavam o chão, abriu a porta.

O menino não pensou duas vezes. Saiu em disparada tomando o caminho de volta, embora soubesse que não voltaria a ser o mesmo nunca mais. “Nunca mais, nunca mais, nunca mais”, dizia ele em voz trêmula enquanto ferrava os pés em gravetos e arbustos e folhas secas e buracos totalmente abstraídos no percurso da ida. A velha também chamou três vezes: “Quem está aí? Quem está aí? Quem está aí?”, e não tardou para vestir suas botas mágicas, cheias de melecas e cascas de feridas, para caçar aquele que certamente teria as carnes tenras e macias como um franguinho de leite.

O menino sabia correr feito lebre, tinha aprendido com o negro da mercearia, mas porque não tinha botas mágicas e, portanto, não podia voar, acabou sendo derrubado pelas enormes unhas da bruxa, tão pretas e cheias de curvas, que lhe causavam nojo e não estranhamento. Naquela hora deveria jogar a toalha mágica do gato para que ali brotasse um lago gigantesco que o separaria de Baba Yaga por alguns instantes, até que sua bruxaria fizesse surgir milhares de bois que sorvessem as águas num piscar de olhos, e viesse o corvo e o recado para o menino correr ainda mais, e então lhe atiraria o pente mágico da empregada de onde nasceria uma floresta cheia de galhos espinhudos que atravessassem o corpo da megera em pleno movimento, e Yuri chegasse a sua vila como o único menino russo a enfrentar a terrível Baba Yaga sem perder a vida.

Mas Yuri não chegou a entrar na casa da nefasta, não seduziu a empregada, não subornou o gato, não ganhou o pente, não comprou a toalha, e acabou na frigideira, depois de muito bem asseado pela primeira e já sem os olhos arrancados pelo segundo. Assim termina o conto: do jeitinho que a bruxa sempre desejou.

Alexandra Pericão

9 de jun. de 2010

Dark side fairies






Jeffrey Thomas

Hermés Dresses Karlie Kloss in Fairy Tales


or their Spring 2010 collection Hermés Paris have chosen a fairy tale theme. Photographer Paolo Roversi shot the currently 'hot' model, Karlie Kloss, in what appears to be Greece (or the Greek Islands) with quite a fresh approach to the theme. The men's campaign also draws on fairy tales.

Karlie is dressed as Cinderella, Alice (having tea), the Genie of the lamp, the Little Mermaid and the Princess (who managed to sleep despite the pea!).


Fonte AQUI









Elo perdido



odos nós, quando crianças, tivemos uma ou duas histórias prediletas para a hora de dormir, que nossos pais ou babás tinha que repetir um número infindável de vezes para satisfazer nossa imaginação insaciável. Histórias das quais nunca nos cansávamos e com as quais nos identificávamos, e que talvez agora estejam perdidas no sótão de nossa memória ou ainda bem assinaladas como a folha dobrada de um livro muito lido. Pode ser um conto de fadas, a história da Mamãe Ganso, o livro Dourado, um romance infantil. Às vezes, eee algo que um pai deseperado acabou inventando, ou alguma coisa que nós mesmos criamos. Quando recordada anos mais tarde, pode servir como uma espécie de prisma de si mesmo a refletir o que pensamos ao nosso respeito e também o que fizemos de nós. Como o Rosebu de Charles Foster Kane, pode revelar o "elo perdido" da nossa personalidade. Seja "o patinho feio", ou "os três porquinhos", sua permanência em nossa lembrança revela muito de que e quem somos, e em que estamos nos transformando.

Madonna Kolbenschlag.
Adeus, Bela Adormecida.
São Paulo: editora Saraiva, 1991.


8 de mai. de 2010

Hansel and Gretel








Grace Coddington. Annie Leibovitz. Lady Gaga.
This Hansel & Gretel feature was never going to fail.
Vogue Magazine.