27 de jun de 2010

Alicitis

"Siga o coelho. Escorregue pela fresta de uma esquina urbana, suba as escadas e descubra uma nova Alice-Maravilha."

um prédio estranho no centro de São Paulo, escuro e labiríntico como um filme de David Lynch, aconteceu a esposição ALICIDADE, de 19 a 27 de Maio de 2010. Oito artistas transformaram o espaço através da street art, colagens, pinturas e fotos. Lunkie, Adriana Peliano, Celinha Fink, Luiz Zonzini, Yves Tadeu e Pita, Frederico Pellachin e Satansmothers, revelaram ali novas alicidades. A exposição teve curadoria de Fabiana Caso e Laurence Trille.

As possibilidades abertas pelo mundo da colagem e da street art marcaram os jogos de linguagem que os visitantes da exposição foram convidados a participar. Desenhos, palavras, rabiscos, rasuras, interferências, deslocamentos e diálogos entre rasgos e traços marcaram os fragmentos de Alice deslocados no espaço, num jogo de improváveis conexões e associações inusitadas.

O cadáver delicado é um jogo surrealista inventado na década de 20 do século passado. O jogo podia ser realizado através de textos, desenhos ou colagens e consistia numa criação coletiva em que cada participante inseria um novo elemento numa composição em processo, em geral sem enxergar o que havia sido adicionado antes. Esse é um exercício de descondicionamento da percepção e um desafio à criação de novos mundos.

Alicitis são contaminações de linguagem, transcriações coletivas, jogos esquisitos, corpos desmembrados e reconfigurados em perversos palimpsestos. Uma caixa de supresas, estranhas diversões.

Veja mais sobre o jogo dos cadáveres delicados AQUI e AQUI


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